26 de novembro de 2012

Longevidade: viver mais e melhor

A direção da COUROMODA ofereceu aos visitantes que vieram ao Expo Center Norte durante a HOSPITALAR a palestra Longevidade – assunto de interesse  geral – com um dos principais nome no assunto, Dra. Louise Plouffe, formada pela Saint Paul University de Ottawa/Canadá e com atuação na Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra/Suíça.
“Não é fantasia, viveremos 30 anos a mais do que nossos avós. Em 2000, 10% da população mundial tinha mais de 60 anos, em 2025 esse número será de 15% e em 2050 de 22%. 85% das pessoas que chegarem até lá serão ativas”, revelou a especialista. 

O Brasil vive uma realidade diferente da média dos países. “Está entre aqueles em que a população envelhecerá mais rápido. Hoje, 23 milhões de brasileiros possuem mais de 60 anos, em 2050 esse número triplicará e serão 64 milhões. O Brasil será o Japão de hoje, com um idoso a cada três pessoas”, disse Dra.  Louise Plouffe. 
Trata-se de um momento ímpar na história da humanidade que tem recebido o nome de Revolução da Longevidade. “Nunca o homem pode viver tanto e pertencer a este momento é um privilégio”, frisou. 

Capitais da longevidade
Segundo a especialista, o acúmulo de quatro capitais: Vital, Financeiro, Social e Conhecimento aumentam a qualidade de vida após os 60 anos. “A saúde é a base para tudo, crianças saudáveis aprendem melhor, adultos saudáveis se relacionam melhor e idosos são mais independentes. Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda, garante viver em bairros mais limpos, desenvolver novos talentos, comprar serviços, inclusive de saúde. Ter uma rede familiar e de amigos é indispensável, melhora as aptidões e favorece a saúde mental, além de trabalhar os relacionamentos. E por o fim o conhecimento é essencial para o desenvolvimento, precisamos aprender sempre”,  revelou Dra. Louise Plouffe.

Nova realidade com mudanças à vista
Quando a aposentadoria foi criada na Europa por Otto von Bismarck  em 1889, na Alemanha,  poucas pessoas chegavam aos 70 anos. “A expectativa de vida era de 37 anos e as que atingiam idade avançada usufruíam da previdência por 10 anos no máximo”, pontuou Louffe.

Hoje, em pleno século XXI as pessoas podem chegar a usufruir da previdência por mais de 25 anos. “Quem se aposenta aos 65 anos e vive até os 90 anos hoje tem mais de 20% da vida com direito à aposentadoria. A velhice está sendo re-inventada (gerontolescência) com a população que se encontra entre 50 e 70 anos, teremos uma nova realidade, com estudo em diversas fases da vida, mais de uma profissão, aumento do tempo no mercado de trabalho e aposentadoria parcial antes da integral”, revelou a especialista. 

Dra. Louise esclareceu ainda quais características pessoais e ambientais ajudam a envelhecer com qualidade de vida. “Pessoas que possuem controle emocional, auto-estima, metas e projetos pessoais, flexibilidade, extroversão e estabilidade emocional costumam ter mais qualidade de vida quando se tornam idosas. Em relação ao ambiente, morar em uma casa confortável, contar com serviços sociais e de saúde de qualidade, em uma cidade onde as calçadas não estejam comprometidas, com transporte público acessível estão entre as condições que fazem a diferença”.





 

http://couroportal.couromoda.com/noticias/ler/longevidade-viver-mais-e-melhor