26 de novembro de 2012

O "Made in Italy" por Fábio Aromatici


Fábio Aromatici, diretor geral da Associação Italiana da Indústria de Calçados (ANCI), vem ao Rio de Janeiro em novembro próximo para participar do World Footwear Congress Rio 2011- WFC. Integrante do painel "Os Aspectos Intangíveis da Produção Calçadista: Saúde, Ambiente, Propriedade Intelectual, Procedência, Pesquisa, Educação e Treinamento", Aromatici fala sobre sua participação no evento, sua expectativa e os desafios mundiais do mercado calçadista. Confira a entrevista exclusiva!

WFC – Na sua opinião, qual é a importância do Congresso na discussão sobre o futuro do setor de calçados?
Fabio Aromatici – Este é verdadeiramente um evento global, assim como o negócio de calçados é global atualmente. No WFC teremos uma grande oportunidade de troca de opiniões franca e aberta entre os principais players. Estou muito confiante que vamos nos beneficiar das diferentes abordagens e muitos terão que reconsiderar seu negócio. Será emocionante e desafiador ao mesmo tempo.


WFC – O que significa para o senhor participar do World Footwear Congress?
FA – É uma honra e uma responsabilidade. Sou relativamente novo no setor e tenho muito respeito por aqueles que trabalham com calçados há bastante tempo. Espero aprender muito e me beneficiar a experiência dos experts. Estou muito animado.

WFC – Nos fale um pouco sobre o tema que o senhor apresentará no Congresso.
FA – Fui escolhido para uma palestra técnica, apesar de minha experiência não ser essa. Entretanto, levarei minha experiência na Associação com um ângulo diferente. Vou focar principalmente no lado imaterial do calçado, com referência particular ao legado do "Made in Italy".


WFC
– Como o senhor vê o presente e o futuro do setor de calçados mundialmente? Seus desafios e perspectivas.
FA – Essa pergunta vale um milhão de dólares. Gostaria de saber a resposta. Meu ponto de vista é, obviamente, um pouco parcial, pois trabalho para a Associação Italiana de Calçados. Porém, penso que o processo de globalização é inegável e poderoso, mas ainda há espaço para as peculiaridades regionais. Há, na verdade, uma tendência local que não é facilmente absorvida pela corrente principal. Empresas menores ainda podem ter uma chance se souberem se beneficiar disso.

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